sábado, 4 de setembro de 2010

Fé e Oração


Se existe algum Deus e eu penso que exista, então talvez eu tenha compreendido um pouco da sua essência, eu disse talvez.

Deus não nos julga, não existem erros para Ele, penso que ele não nos castiga, apenas nos mostra onde precisamos aprender, sim, acredito que Ele só não nos quer na ignorância.
Descobri de ontem pra hoje, que não é errado errar, não é, se é que parece redundante essa frase, mas é com meus erros que eu vou aprender certas coisas, é com eles que eu vou sair da ignorância de certas coisas na minha vida, e Deus sempre vai estar comigo, sentindo as dores junto conosco, as dores de quem causa e as dores de quem sofre.

Deus me mostrou liberdade, me mostrou por uma perspectiva diferente que eu sou livre e que minhas escolhas carregam aprendizados e que não existem erros, apenas aprendizados sobre situações. É preciso entender antes que para Ele na minha concepção, não existem esteriótipos, acredito que ele não seja um velho barbudo sentado em uma cadeira feita de ouro no alto do céu em uma nuvem, acredito que Ele seja a energia que existe em Tudo e em um Todo.

Ele te ampara da forma mais sutil do mundo, mas se você se embebeda em suas dores e em sua própria escuridão não consegue ouvi-lo e Ele não irá gritar, porque Ele quer ser sempre gentil com você, Ele nunca fica bravo, nem sente raiva, muito menos ira, Ele sente dor e o peso da tristeza por algo ruim junto com você.

Ele não pesa o tamanho da dor de cada ser. Eu agora compreendo que eu devo viver pra mim, que eu não devo ter vergonha dos meus erros, das minhas ignorâncias passadas e futuras, porque é por elas que eu vou ser amparado e ganhar sabedoria, não aquela sabedoria que todos imaginam vir de monges ou gênios, mas uma sabedoria sutil, aquela que não nos faz errar e que vem com o tempo, nem sempre iluminação surge de um dia pro outro, a concepção dela pode estar em você, mas ela precisa do tempo pra se moldar e se unir a sua sabedoria.

Eu entendi onde estou pecando e errando e pretendo moldar isso com o tempo.
Eu posso dizer que entendi 1% do que me faz feliz e do que pode me fazer feliz.
Eu procurei pelas respostas das minhas perguntas e as encontrei precisando de entendimento com o tempo.

Eu ainda sinto uma enorme dor pelas coisas que fiz e recebi, mas assim é a aceitação, dolorosa muitas vezes, mas reveladora em todos os sentidos.

Eu erro e isso é perdoável e eu agora posso consertar porque sei aonde consertar, eu não me prendo mais a sentimentos indomáveis e sim, estou preso pela segurança da compreensão.

Li um livro recentemente e acredito que foi o que me fez entender os acontecimentos dos últimos dias, o livro nem fui eu que comprei, foi minha irmã e se chama "A Cabana".
Lá você não encontra as respostas que procura, mas algo na sua vida faz sentido entre palavras e textos filosóficos, eu encontrei o caminho para as minhas respostas e encontrei mais perguntas a serem respondidas.

Nada depende de mim além da minha própria escolha e da minha própria vida, e isso não é um fardo a ser carregado.

domingo, 29 de agosto de 2010

Perfeição


Andei pensando muito sobre perfeição, sobre como as pessoas a tornam palpável, sobre como as pessoas a veêm do jeito que foi vendida.

Sim, a interpretação de perfeição que nós temos, nos foi vendida de uma mesma forma durante muitos e muitos anos. Como por exemplo, o príncipe encantado que é fisicamente belo, tem traços femininos, mas sem perder o corpo musculoso e a atitude de quem sempre no final irá perdoar qualquer erro ou então que sempre irá pagar a conta do castelo.

Se você vê perfeição, como alguém que não tem defeitos, que deve viver para você e por você, como alguém que deve sempre andar impecável, então você não sabe nada sobre perfeição, mas você tem futuro como um vendedor de imagem.

Vou-lhes dizer o que eu penso ser perfeito. Perfeito são os amigos que eu tenho, na verdade a minha melhor amiga sempre foi tratada diferente, sempre foi alvo de brincadeirinhas preconceituosas e sem graça, mas diferente de todas as outras pessoas, ela sempre esteve ao meu lado quando eu adoecia, ela sempre manteve o bom humor, nunca deixou de ajudar as pessoas, nunca desistiu dos sonhos dela, nunca parou de se dedicar aquilo que ela acreditava ser o melhor para o futuro dela, isso meus caros é perfeição, o resto é só uma estética vendida para tornar você um consumidor dos produtos e imagens vendidos no nosso sistema.

Perfeito é saber que qualquer problema que você tenha, seu amigo estará lá para te ouvir, para te dar conselhos ou simplesmente te abraçar.
Eu não sou perfeito, eu adoro sair para festas, eu danço funk, eu brinco com meus amigos, jogo video-game, sim eu bebo em festinhas e finais de semana (sem perder claro a noção do ridículo e ficar bêbado e sem me tornar dependente do álcool).

Eu não sou o tipo de cara que se veste de terno e gravata, que quer entrar em uma academia, porque eu tenho meu jeito doido de me vestir e sou feliz comigo mesmo, estou satisfeito com o corpo que tenho. Mas eu tenho algo que é fundamental para ver a perfeição, para me tornar alguém melhor do que qualquer príncipe que pareça encantado, mas que no fundo é só uma imagem, eu vejo o coração das pessoas, independente de como elas se vestem, de como elas falam, daquilo que elas gostam ou aquilo que elas possam parecer aos olhos dos outros.

E por ser assim é que eu tenho pessoas "perfeitas" ao meu lado, tenho amigos de bom coração e a melhor amiga do mundo, que nunca me abandonou nos momentos bons e nos momentos ruins.

Perfeição tem haver com aceitar o defeito do próximo e ver o que ele tem de bom por dentro, perfeição é a beleza interior de cada um e não aquilo que o ser social aparenta ou quer aparentar ser.

"Narciso ama tudo aquilo que é espelho."
"Quem ama o feio, bonito lhe parece."
"Há mais dentro do seu coração do que seu corpo jamais possa mostrar."

sábado, 28 de agosto de 2010

Biscoito da Sorte


Os antigos gregos acreditavam na força do destino, que ao nascer o ser era destinado a um propósito na vida, não que hoje em dia não se acredite nisso, porque todos procuram um propósito pra existir. O fato é... Será que existe um destino ou a sorte é o fator decisivo de nossas vidas levada ao sabor dos ventos de nossas escolhas?

Acredito que o destino existe, a morte (do corpo) é a comprovação de que todos tem o mesmo destino no fim de suas vidas. Daí você leito, deve perguntar "Mas e as nossas escolhas?"
Sim, e as nossas escolhas? Será que elas não são também todas programadas no universo para serem escolhidas conforme uma forma de atração a um mesmo ponto?

Imagine o seguinte, você tem dois caminhos, o da direita leva a um jardim e o da esquerda apenas ao topo de uma montanha, vccê então decide que caminho quer tomar, então tudo que você encontrar pelo caminho será fruto da sua escolha, mas como saber que a decisão de seguir esse caminho não era o seu destino?

De fato acho que todos nós temos um propósito de existir, porque quando se fala em sociedade nós não ligamos isso ao fato de sermos uma única célula, uma unidade indivisível, é como o efeito borboleta, o farfalhar de uma borboleta na China pode causar um tufão do outro lado do mundo.
Causa e efeito estão aí.

Será que todos nós somos interligados? Será que existe uma matemática que se aplique as nossas vidas?

É curioso por exemplo o modo como pessoas se conhecem, se apaixonam e depois nem entendem como o sentimento foi parar lá. É um impulso do destino ou será apenas uma escolha?

Eu ainda vou além, acho que nossas escolhas podem sim alterar o nosso caminho, mas que dentre nossas escolhas, algumas inevitavelmente nos levam a um determinado lugar.
É como pegar uma folha em branco e desenhar uma linha reta em meio a várias outras linhas ondulares, a linha reta é o seu destino e os pontos que cortam essa linha por meio das linhas ondulares são as suas escolhas.

Espero com toda a minha fé que exista sim um destino para todos nós e que esse destino seja bom, seja feito de boas escolhas.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Inveja


Já dizia a nossa famosa Wikipédia,

"Inveja é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser) e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem."

Uma das coisas no ser humano que eu nunca entendi, nunca mesmo, sendo realmente sincero, é a inveja. Desejar algo igual ou parecido, como por exemplo um tênis, um carro e juntar o seu dinheiro pra ir comprar é uma coisa, querer o tênis da outra pessoa, só lhe satisfazendo aquele que ela calça em específico, é essa inveja que todos falam e que eu nunca entendi.

Mas sim, a inveja existe em muitos seres humanos, esse blog parece mais uma busca interior de nós mesmos, porque já falamos de tantas coisas, como por exemplo amor (e sim é o que nós mais falamos em seus variados aspectos), preconceito e agora falamos de inveja.

Como é desejar algo que é do outro? Como desejar sem que esse sentimento de desejo não se torne inveja?

Até aonde essa inveja pode ir e não se tornar maldade?

O que nós mais vemos em novelas e seriados na televisão são tramas baseadas na inveja, baseadas na vontade do vilão em tirar tudo aquilo que o mocinho conquistou ao longo dos capítulos. Então nessas tramas nós percebemos que ao longo do caminho essa inveja do vilão vai se tornando maldade e acaba por prejudicar o próximo.

Na vida real funciona exatamente do mesmo jeito, acredito que a inveja seja como uma doença que ficara encubada durante muito tempo e aos poucos vai adoecendo o corpo, a alma.
Mas acredito que a inveja seja um mal que não exista em todos nós, vejo pessoas que abdicaram das coisas materiais ou simplesmente estão satisfeitas com as coisas que possuem.

Mas a pior inveja não é aquela que faz determinada pessoa desejar algo material, o pior tipo de inveja é aquela que faz a pessoa desejar a felicidade alheia, o que pode transformar esse sentimento de desejo e posse em violência, em psicose.

O mundo hoje em dia tem uma tendência a se render as falhas humanas, se render as faltas dos pudores ditos católicos, como culpa, dor, pena e assim por diante.
Porque no sistema em que vivemos com todas essas atribulações, é muito mais fácil se render aos defeitos, as falhas tanto de caráter quanto de espírito, porque economiza muito do nosso tempo, e se torna mais fácil do que lutar contra esses defeitos.

O que explicaria a onda de violência, os despudores, e a ausência da culpa perante a sociedade.

E você consegue sentir inveja? Existe culpa em ti se caso sentir essa tão dita inveja? Até que ponto você tem o controle das suas falhas e até que ponto você se entrega aos seus defeitos?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Independência?


Eu não sei, não é pra criticar as mulheres e nem as feministas, até porque esse que vos fala é um rapaz bem à moda antiga e um crente no feminismo atual.


Mas eu queria saber uma coisinha... as mulheres lutaram pelos seus direitos, lutam até hoje para terem reconhecimento no mercado de trabalho, direito ao voto, lutaram para terem um lugar igual ao do homem na sociedade, mas... desde quando o "feminismo" se tornou "comodismo"?


Sim, porque eu vejo algumas mulheres (nem todas, não vamos generalizar) dizendo que os homens que devem tomar partido de irem até elas e as beijarem, que eles quem deviam tomar o primeiro passo, mas... isso não seria depender de certa forma do homem?


Claro, ninguém precisa ser vulgar e nem atirada, mas dizer sutilmente "você é um rapaz, bonito, eu gostaria de te conhecer um pouco mais porque estou interessada em você".


Sim! É isso mesmo, saber se posicionar, saber ser a "chefe" da própria vida.

Qual é a regra que diz que mulheres e homens não podem dividir a conta?

Que diz que a mulher deve ser dependente do dinheiro do homem?


Eu realmente gostaria de entender, o porque disso, sendo que é ótimo ter o próprio dinheiro, ter o próprio controle financeiro, ser independente.


Não é que seja errado uma mulher querer ser perfeitamente suscetível ao "antigo cavalheirismo".

Mas por favor, não exagerem.


Tenham sua própria independência, deêm valor ao que a geração de suas mães e das mães de suas mães vieram fazendo até hoje para que vocês tenham direitos iguais e uma posição de destaque na sociedade.

sábado, 14 de agosto de 2010

Antiguidade é Raridade

"Te escrevi em um pedaço de papel e joguei ao mar
E então da areia eu vi você
Vindo na minha direção
E me dizendo que aqui era seu lugar

Quando a sorte me bater à porta
Que eu diga então que te encontrei
E seja lindo e sincero o sentimento
Para que cuides do coração que lhe dei

Do norte eu vi teus olhos
A tua boca me encontrava ao sul
Me perdendo nesse teu olhar
Feito do profundo azul

Se o sol despertar ou cair o dia
Que sejam nossas manhãs feitas de alegria
Para que de noite eu agradeça as estrelas
Pedindo em prece para que sempre possa tê-la"

Autor: Gabriel Quaranta


Quantas poesias você escreveu hoje? Quantas cartas escritas à mão você já escreveu para dar alguém? Quantos poemas você já sussurrou no ouvido de quem te ama? E quantas flores você mesmo colheu para presentear sua amada?

É verdade que isso tudo pode ser muito antiquado, pode ser até mesmo do século passado, mas a conquista é algo que foi abandonada, hoje em dia é tão fácil sair e "ficar" que o beijo perdeu seu valor, que o romance não existe mais.

Traição é algo visto como uma honra, uma diversão, algo digno até de risadas e de uma medalha, e desde quando traição é algo digno?
Hoje em dia menininhas acham bonito perderem a virgindade com um cara qualquer, não sei se pelo prazer de reclamarem dizendo "ele foi um canalha, sou tão injustiçada" ou porque realmente elas não sabem como aconteceu, o que é um mistério até pra mim.

Não digo que devemos voltar aos anos 70, mas sim que devemos preservar também o lado de nós que exige um tanto de sentimento.
Existe mais do que "a porra da buceta é minha" ou então "eu dou pra todo mundo e seja o que Deus quiser".

Às vezes a sabedoria da auto-preservação está no próprio passado.
Nada contra quem vive intensamente e alucinadamente sua vida, mas digo que como o dono dessas palavras eu gostaria que o romantismo, a conquista e o respeito voltassem.

Não que as mulheres tenham que usar vestidos que só mostrem o tornozelo, mas que não mostrem o útero.

Até porque na minha humilde opinião, o que é bom de verdade a gente esconde, porque chega a ser tão precioso que não é pra qualquer um colocar os olhos, as mãos ou sei lá mais o que.

Admiração


É...é isso aí... eu acho que a essência da paixão, do amor, da verdadeira vontade de estar junto, pode ser vista nos simples gestos, na admiração de um olhar, na fixação de um sorriso, aquele sorriso lindo, que deixa a mulher que você admira sem graça, mas que te faz perder o rumo e querer tê-la.


Não querendo desmerecer as meninas com quem já fiquei e namorei, mas acho que até hoje, não houve quem me desse um sorriso tão fatal ou um olhar tão penetrante, não houve quem me fizesse disparar o coração com poucas palavras.


Mas foi por aí que eu comecei a entender a essência do verdadeiro sentimento, admiração.

Quando você admira alguém pelas palavras, pelos gestos, pelo olhar, pelo sorriso, pela forma com que a pessoa simplesmente te faz sentir bem apenas com a presença dela, então é aí que mora o verdadeiro sentimento, a verdade por traz da emoção.


Não se exige nada além da espontaneidade de um gesto bonito ou de um sorriso admirável.

Então você não quer sentir mais nada além do perfume do corpo dela e o calor que te aquece é o que emana do abraço que ela te dá, o som que você quer ouvir pelo resto da vida é o da voz dela quando te chama no meio da noite, os olhos que você quer ver, são os dela quando te acorda pelo amanhecer.


O amor está sim nas simples coisas da vida.
E só quem sabe é quem já sentiu ou quem tem a falta dessa simplicidade.